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23/02/2010
- 11h00
O Admirável
Fim do Mundo
Distante
de sua especulação fantasiosa e ultratecnológica,
cinema e literatura de ficção científica enxergam
um futuro sombrio ultimamente. Não importa se haverá
máquinas controladoras ou desertos desolados pela
guerra nuclear, o fim inexorável da raça humana
é tema constante nas produções do gênero, entre
elas, O Livro de Eli, com Denzel Washington; e o
recente A Estrada, com Viggo Mortensen. É o reflexo
do terror. E do medo.
Por
Fábio
M. Barreto, de Los Angeles
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Uma nova Era da Humanidade começou em 11 de Setembro
de 2001 e seus efeitos estão muito longe de se esgotar,
especialmente nas mentes de roteiristas e escritores
norte-americanos. Enquanto George Orwell e diversas
gerações de mentes criativas, no máximo, imaginaram
o fim da sociedade nas mãos de governos ou corporações
ultracontroladores, a geração atual acredita no
nada. Alguns enxergam possibilidades de reconstrução
ou reinvenção da raça, porém, bradam em uníssono:
o apocalipse armamentista é inevitável. É a visão
de uma nação mergulhada em guerras há trinta anos,
atacada em seu âmago e desconfiada de qualquer outro
país. E, assim como o escorpião, quando se vê efetivamente
acuado – seja por paranóia interna ou algum inimigo
externo – pode provocar uma catástrofe. Alan Moore
acredita num momento de caos para recriar algo melhor;
Cormac McCarty enxerga o fim definitivo; canais
de TV gastam fortunas em especiais tentando antecipar
a trajetória decadente que levaria ao fim; enquanto
os irmãos Hughes e Denzel Washington acreditam em
segundas chances e no poder da religião, em seu
O Livro de Eli, que chega neste mês de
março aos cinemas.
O cinema sempre apontou como canal perfeito para
a divulgação desses conceitos, por causar assombro
e maneira mais fácil. Mad Max, Equilibrium,
Matrix, O Dia Seguinte, O Exterminador do Futuro
são apenas alguns exemplos. Entretanto, tanto a
incidência quanto a gravidade desses cenários na
produção intelectual da última década disparou,
assim como seu formato mudou. Nas décadas de 50
e 60, o medo do Apocalipse atômico criava a necessidade
de se saber quem seria o vilão capaz de aniquilar
a Terra: americanos ou soviéticos? Hoje em dia não
se procura
Leia esta matéria na
íntegra na edição 144
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